Granito em formas proeminentes na porção noroeste do

Granito Arroio do Moinho (gAM)

 

O granito Arroio
do Moinho localiza-se ao entorno da cidade de Canguçu e possuí corpo de formato
elipsoide delimitado por zonas de cisalhamento dúcteis de direção N45-70E
abrangendo uma área de aproximadamente 260 km². (Gomes, 1990; Phillip, 1998)

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Phillip (1998)
destaca que os afloramentos ocorrem em formas proeminentes na porção noroeste
do corpo e gradando para relevos mais homogêneos na porção leste. Comumente
encontra-se alterado e sua coloração original cinza torna-se em tons rosados e
amarelados (Phillip, 1998).

Ele foi descrito
como sendo um Monzongranito com Sienogranitos associados (Gomes, 1990),
apresenta textura predominantemente porfiritica com a presença de megacristais
de feldspato potássico (3 cm), que representa entre 30 e 45% do volume modal da
rocha, imersos em uma matriz equigranular grossa (5-8mm) que é composta
predominantemente por quartzo, feldspato potássico, plagioclásio e biotita
(Phillip, 1998)

A característica
estrutural mais importante é a foliação planar e linear amplamente distribuída
no corpo sendo mais evidente nas proximidades das zonas de cisalhamento. A
foliação possuí disposição anastomosada e transiciona lateralmente nas zonas de
borda até o surgimento das zonas de cisalhamento onde se formam os milonitos
finos bandados (Phillip, 1998)

Sua mineralogia
é composta por microclíneo, oligoclásio, quartzo; biotita e hornblenda
caracterizam os minerais máficos presentes. Os principais acessórios são o
zircão, apatita, alanita, esfeno e outros opacos (Phillip, 1998).

A presença das
zonas de cisalhamento causa alterações na composição da rocha bem como sua
estrutura. Essas alterações são evidenciadas pelo aparecimento de novos
minerais como albita, epidoto, mica branca e clorita (Phillip, 1998). A zona de
cisalhamento produz rochas miloniticas e protomiloniticas com ocorrências
localizadas de ultramilonitos, nessas rochas a redução do tamanho dos grãos e
estiramento dos minerais marcam uma sequência progressiva de transformação.
(Phillip, 1998)

O Granito Arroio
do Moinho é de caráter sincinemático tendo seu posicionamento durante o
estabelecimento das zonas de cisalhamento da fase D2 (Gomes, 1990).

 

 

Diques Riolíticos Serra das Asperezas

Os diques
riolíticos Asperezas afloram próximo ao limite oeste da área mapeada e foram
mapeados primeiramente por Figueiredo Filho & Salgado (1964, in Phillip,
1998). Os diques se estendem por vários quilômetros e possuem espessura
variável entre 5 e 150 metros (Phillip, 1998), e são de composição ácida
predominantemente riolítica. Seus corpos apresentam relações discordantes e com
contatos retos e definidos com os granitos em seu entorno, possuem coloração
rosada e textura porfiritica caracterizada pela presença de fenocristais de
quartzo e sanidina. A matriz afanítica de composição quartzo-feldspática com
rara presença de biotita. (Phillip, 1998). Também ocorrem restritamente
riolitos de cor castanho escuro de matriz vítrea e fenocristais vermelhos de
feldspato potássico.

Phillip, 1998,
nota a rara presença de xenólitos graníticos e xenocristais, tendo esses
nítidas características de alteração devido a reação com o líquido magmático,
podendo apresentar estruturas pertíticas, alteração dos minerais para sericita
muito fina e dissolução de xenocristais de quartzo.

 

Septos do Embasamento

Anfibolitos da BR-392

Os anfibolitos
da BR-392 foram definidos por Phillip, 1998. São um grupo de xenólitos  de formas subangulosas com tamanhos entre 15
a 40 cm mas podendo atingir tamanhos entre 3 a 5 metros localizadamente.
(Phillip, 1998)

Sua coloração
verde escura passa a tonalidades cinzas a castanhas quando alterado. É
predominantemente maciço mas possuí estrutura foliada, e indicam discordância
entre as estruturas metamórficas e as estruturas encontradas nos granitoides
encaixantes. (Phillip, 1998)

Mineralogicamente,
as rochas são compostas predominantemente por hornblenda e plagioclásio com
presença de diopsídio, seus minerais acessório são esfeno, apatita, zircão e
minerais opacos (Phillip, 1998). Há um aumento de deformação e retrometamorfismo
associado as zonas de cisalhamento dúcteis pela mudança da paragênese mineral
marcada pela aparição de clorita, mica branca, epidoto, carbonato e opacos.
Essa paragênese indica a natureza básica do protólito e aponta um evento de
metamorfismo regional da fácies anfibolito inferior a médio. (Phillip, 1998)

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